Login
Registar
  • por
  • spa
  • eng
  • br

A STIHL continuou a crescer em 2008


Bertram Kandziora durante a apresentação de resultados


Apesar das difíceis condições do mercado a nível mundial, o Grupo STIHL foi capaz de aumentar tanto o número de unidades vendidas como o volume de negócios em 2008 e ganhar quota de mercado em quase todas as categorias de produtos. Com um crescimento de 2.6 % relativamente ao ano anterior a empresa comunicou um volume de negócios a nível mundial de 2 143 milhões de Euros. Se as taxas de câmbio se tivessem mantido inalteradas, o volume de negócios teria crescido 5.4 %.
A empresa espera que o seu volume de negócios de 2009 seja menor que o do ano anterior. “Ao sermos uma empresa familiar independente e financeiramente solvente, continuaremos a perseguir os nossos objectivos de médio e longo prazo – continuaremos na mesma senda. Ao mesmo tempo, podemos reagir com grande flexibilidade e rapidez às flutuações do mercado e ajustarmos os nossos produtos em conformidade,” explicou o Presidente do Comité Executivo da STIHL, o Dr. Bertram Kandziora na conferência de imprensa relativa ao balanço do ano anterior que decorreu em 28 de Abril de 2009.

Ganhos nas quotas de mercado
A STIHL foi capaz de fortalecer a sua posição no mercado global com aumento das quotas de mercado compensando assim uma situação de queda dos volumes dos mercados a nível mundial. A quota e volume de negócios gerados no estrangeiro aumentaram marginalmente relativamente ao ano anterior, isto é, cresceram 0.4% para 88.7%. A companhia aumentou o número de unidades vendidas de motosserras particularmente na Europa de Leste, e na América do Sul e do Norte. As unidades vendidas de máquinas-ferramenta de exterior aumentaram acima da média em vários países da Europa Ocidental. Por outro lado, ocorreu uma queda nas unidades vendidas das máquinas cortadoras de disco nas indústrias de construção da América, Espanha e Grã-Bretanha. A subsidiária VIKING cresceu 27% para um volume de vendas de 119 milhões de Euros, em particular os negócios associados aos novos tractores de relva T5 e T6 desenvolveram-se favoravelmente.
Rácio de capitais próprios, investimentos recorde
A STIHL não está a ser directamente afectada pela crise dos mercados financeiros internacionais; tal como antes, os investimentos têm sido e continuarão a ser financiados pelos recursos da própria empresa. Tal como em anos anteriores, a STIHL tem uma solvente estrutura financeira com um rácio de capitais próprios de 60,3%, incluindo capital participado e um empréstimo da fundação EVA MAYR-STIHL STIFTUNG. Os investimentos alcançaram um nível recorde de 189 milhões de Euros, que são cerca de 10% superiores aos do ano anterior. As fábricas filiais contaram com cerca de 83% destes investimentos.

Novo segmento de negócio com um fabricante de carburadores
O Grupo STIHL adquiriu o fabricante de carburadores Zama, que engloba a Zama Japan KK e a Zama Corporation, Ltd., Hong Kong, no passado dia 31 de Dezembro de 2008. Com um volume de vendas de cerca de 50 milhões de Euros (2008), a Zama é um dos principais fabricantes mundiais de carburadores para máquinas-ferramenta portáteis e um fornecedor de longa data da STIHL. Ao fazer esta aquisição a STIHL entrou num novo segmento de negócio com potencial de crescimento.

Aumento do número de colaboradores a nível mundial

Em comparação com o ano anterior, o número de colaboradores a nível mundial cresceu 3,2% para 10.095, dos quais cerca de 4.000 estão empregados na Alemanha. Os 1.389 empregados da recentemente adquirida Zama Group devem ser acrescentados a este número, ou seja, a força de trabalho total alcançou as 11.484 pessoas em 31 de Dezembro de 2008.

Menor consumo de combustível e emissões com os novos motores
A linha de produtos STIHL expandiu-se com o aparecimento de novos modelos com consideráveis melhores funcionalidades e compatibilidade ambiental. Os motores das novas roçadeiras FS 40/50/56, por exemplo, poupam 20% de combustível e uma quantidade equivalente de CO2. As regulamentações Europeias e Americanas relativas às máquinas-ferramenta manuais são cada vez mais exigentes. A STIHL tem desenvolvido conceitos de motorização que já respeitam os requisitos legais futuros.

Expectativas para o segmento das máquinas-ferramenta sem fios
“Com os nossos investimentos recorde do ano passado, equipámo-nos para as provas do futuro. Em 2009 apresentaremos produtos que consubstanciam este lema. A nossa inovadora tecnologia sem fios está agora a ser introduzida no mercado e é um marco na história dos produtos STIHL. As potentes podadoras sem fios HSA 65 e HSA 85 da STIHL abrem um novo segmento de produto,” refere o Presidente do Comité Executivo - Dr. Kandziora. A VIKING também lançará vários novos produtos no mercado em 2009.

A STIHL utiliza a sua própria rede de fabrico e distribuição
A STIHL usa a sua própria rede de distribuição e fabrico para suavizar os efeitos da crise económica mundial. Tal como ficou claro através do número de unidades vendidas no início do ano, a STIHL também foi afectada pela crise económica, nesse sentido a capacidade produtiva na sua rede de fábricas internacional foi também ajustada em concordância. As horas de trabalho estão a ser reduzidas na fábrica mãe na Alemanha – trabalhando colectivamente menos turnos, por exemplo. O pessoal do quadro na fábrica de Waiblingen são o principal enfoque deste esforço no sentido de salvaguardar os seus empregos. Por exemplo, decidiu-se em Dezembro do ano passado transferir a produção de 100.000 cabeças de motor do Brasil e Estados Unidos para a Alemanha de forma a assegurar os empregos na empresa mãe. Para aumentar o número de unidades vendidas, a STIHL está a cobrir os mercados-objectivo com as suas próprias organizações de vendas. A empresa alcança 81% do volume de vendas a nível mundial com as suas 32 filiais comerciais. Esta rede de distribuição e vendas e a filosofia de revendedores especializados são uma vantagem particular na batalha pelas quotas de mercado.

A empresa mãe sente em particular o impacto da crise económica mundial
Enquanto ocorreu um pequeno aumento no volume de vendas no Grupo Stihl como um todo em 2008, os efeitos da crise económica mundial faziam-se já sentir na empresa mãe na Alemanha, ANDREAS STIHL AG & Co. KG. O estado enfraquecido da indústria da construção resultou na queda da procura das máquinas cortadoras de disco e motosserras profissionais. A produção na casa-mãe especializou-se nestes produtos dentro da rede internacional de fábricas e foi portanto fortemente atingida pelas mudanças neste segmento do mercado. O volume de negócios caiu cerca de 10% para 818 milhões de Euros. O número total de colaboradores na sede diminuiu 2.2% para 3.750 pessoas em 31 de Dezembro de 2008, devido à diminuição do número de operários com contratos a termo e trabalhadores temporários. Deste total 2.804 estão empregados em Waiblingen, 292 em Ludwigsburg, 595 em Prüm-Weinsheim e 59 em Wiechs am Randen.

Os empregos do pessoal efectivo estão seguros

Apesar de haver uma redução na força de trabalho total na empresa sede, o número de pessoal efectivo aumentou inclusivamente em 2008, para 3.548 pessoas. Todos os aprendizes interessados e qualificados foram beneficiados por contratos ilimitados de trabalho. 62 jovens homens e mulheres iniciaram a sua formação na sede; um total de 211 aprendizes e formandos estavam a trabalhar na empresa em 31 de Dezembro de 2008. A empresa planeia continuar a proporcionar formação, durante 2009, de alto nível e além das suas necessidades. O pessoal efectivo receberá um bónus por mérito que alcançará os 60% de um salário (no ano passado: 82%). Apesar da queda dos ganhos na sede, a taxa de participação dos empregados nos direitos da empresa mantém-se nos 10%, tal como em anos anteriores.
O subsídio pago pela empresa para a aquisição de novos direitos participativos mantém-se inalterado ao seu alto nível anterior, ou seja 200%. “O interesse no nosso esquema de participações é claramente superior à média em comparação com os esquemas existentes na indústria alemã. Nesse sentido ficamos honrados com o fortíssimo compromisso da nossa força de trabalho,” referiu o Dr. Kandziora.
Publicado em: 08 MAI 2009
Gallery