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O Nascimento da John Deere Forestry Série E

A essência é constituída por porcas e rebites. Todos nós somos a soma das nossas partes. Mas o interessante é como essas partes são construídas.
Não existe lugar melhor para fabricar grandes máquinas florestais do que uma cidade situada no meio de florestas densas. Um lugar onde os vizinhos normalmente estão a alguns quilómetros de distância.
Joensuu, a capital da região de Karelia, situa-se junto à fronteira com a Rússia, a cerca de 440 quilómetros a nordeste de Helsínquia. A região é conhecida pelas suas famosas tortas, pelos lagos de águas límpidas e por pessoas trabalhadoras e honestas. Em Joensuu está localizada a fábrica da John Deere Florestal, onde as máquinas de processamento de madeira cut-to-length são fabricadas: processadoras de rodas, autocarregadores, cabeças processadoras, enfardadeiras florestais…
Actualmente, a fábrica está a sofrer uma metamorfose. A última máquina da série D saiu da linha de montagem em Dezembro do ano passado e toda a linha de produção foi adaptada e reorganizada para a nova Série E.

Existe algo místico em relação ao nascimento - a maneira como algo totalmente novo vai tomando forma. Mas antes mesmo que o processo comece, é necessário tratar dos problemas logísticos. Dizer que se trata de um desafio não é suficiente. Dependendo do modelo, as novas Processadoras da Série-E são constituídas por cerca de 3000 a 4000 peças. Existem mais de 100 fornecedores em todo o mundo envolvidos no processo.

Motores e rolamentos franceses, sistemas hidráulicos, eixos e cockpits alemães...
A corrente é extensa e muito forte. A montagem é composta por centenas de fases; há mais de 80 estações de trabalho diferentes. Por isso não é nenhuma surpresa que a fábrica dê emprego a cerca de 400 pessoas: 200 técnicos de linha de montagem, 100 soldadores de chapas metálicas e 100 pessoas em serviços administrativos.
E todas elas têm muito trabalho para executar.

O nascimento demora entre nove a dez dias


A primeira processadora da Série-E, uma 1270E, foi enviada para a Alemanha em Dezembro do ano passado. O nascimento de uma máquina coma esta demora entre nove a dez dias. A reorganização actual tem por objectivo diminuir o período de produção para seis dias. O processo é fascinante e, em muitas fases, demasiado complicado para robôs.
Quase metade de todas as máquinas de processamento de madeira cut-to-length em todo o mundo são fabricadas na Finlândia.

Tudo começa com o corpo da máquina: dúzias de metros de juntas de soldadura, centenas de pontos de soldagem. As faíscas voam pelo ar. Os trabalhadores executam o seu serviço em silêncio.
A Finlândia é assim: homens fortes trabalhando em chapas de metal reforçado.
Mas o seu profissionalismo tem nada de grosseiro. A soldagem exige uma precisão quase cirúrgica.
A subestrutura, que por si só já pesa cerca de três a cinco toneladas, tem que suportar todo o peso da máquina. Por isso, as tolerâncias mínimas são cruciais: só é permitido um milímetro quando a parte da frente e de trás do corpo da máquina são ligadas.
Caso contrário, outra parte da máquina sofrerá demasiada tensão.
As semelhanças com o corpo humano são claras. Um problema no dedo do pé pode causar uma dor de cabeça enorme.

Mas a produção ocorre sem dores de cabeça. O metal pesado vai sendo transformado em novas formas. Cinco robôs de soldadura assistem os trabalhadores.

Tudo ocorre tranquilamente - por isso não é de se estranhar que a fábrica tenha recebido um prémio pelo seu profissionalismo.
O corpo da máquina é finalizado em dois dias. As lanças e os pilares também estão prontos nessa altura do processo.
A fase seguinte é a mecanização. As subestruturas da frente e de trás são feitas separadamente.
A linha de montagem da John Deere é enorme: comporta mais de 30 corpos diferentes de máquinas.

A cor certa. A fase seguinte diz respeito à cor da John Deere. Tal coma Henry Ford afirmou uma vez, o cliente pode escolher qualquer cor que desejar, desde que seja o preto. A pintura da subestrutura demora 4 horas: a estrutura é lavada; inserida num banho de fosfato de ferro, é seca, pintada com poliuretano e é seca novamente.

Finalmente chegamos à linha de montagem propriamente dita. Há duas linhas: uma para processadoras e outra para autocarregadores.
O quebra-cabeças começa a ter forma. As peças tomam o seu lugar e aquilo que gradualmente se forma, parece-se cada vez mais com uma máquina.
O processo é semelhante ao das fábricas de automóveis. A linha de montagem estende-se ao longo da fábrica e as máquinas vão tomando forma ao longo da linha de produção. As novas peças são adicionadas uma a uma. Somente nessa área há cerca de 50 estações de trabalho.
Todas as fases do trabalho são guiadas e controladas por computadores. As instruções de montagem são mostradas num monitor. Em cada uma das máquinas são instalados centenas de metros de cabos hidráulicos. A sequência de montagem é muito importante. No entanto, há muitos pontos de junção, todos eles controlados. No caso de ocorrer algum vazamento, em apenas uma análise é possível especificar se foi um erro humano ou uma peça danificada.

Fabricado manualmente, tal como os automóveis de luxo

O tempo é escasso e as pausas não são permitidas.
Motor, capota, cockpit, electrónica, pneus.... Centenas de porcas e rebites não há tempo a perder agora. O trabalho está quase pronto. A linha de montagem é como um frasco de ketchup: é essencial que tudo flua de maneira correcta caso contrário tudo fica sujo! Os sistemas de medição e automação TimberMatic e TimberLink são instalados. Cada uma das máquinas é diferente. Estas máquinas são realmente fabricadas manualmente, tal como os automóveis de luxo.

Por fim, a máquina está pronta. Parece magia. Tantas peças... Quem poderia imaginar que o resultado seria uma máquina como esta? Mas ainda existe muito trabalho a fazer. O operador de testes sobe ao cockpit...
As grandes portas da fábrica abrem-se e a máquina sai da fábrica. Cada uma das funções da máquina é afinada e testada. Só este trabalho de teste leva um dia inteiro.
Depois disso, tudo está realmente pronto. O semi-reboque espera pela máquina e a última parte da jornada começa agora: quase 90 por cento das máquinas são exportadas para todo o mundo.
A primeira paragem: um dos muitos portos da Finlândia. Dentro de algumas semanas, essas máquinas já estarão a trabalhar, normalmente na Europa, mas também em florestas longínquas, como no Brasil, Estados Unidos, Nova Zelândia - a lista de destinos é extensa. O período médio entre o pedido e a entrega da máquina na fábrica é de apenas 40 dias.


Impressionante, não? É um trabalho bem feito.
Publicado em: 17 JUL 2009
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