Login
Registar
  • por
  • spa
  • eng
  • br

Construção subterrânea para reduzir a contaminação

São as sete da manhã e os equipamentos já estão a operar, realizando explosões, carregando e movendo até 100 toneladas de rocha por hora; esse é o objectivo para conseguir abrir o túnel a tempo. É uma rotina familiar: explodir-triturar-mover. E, para ajudar a garantir que tudo funcione conforme o planeado, utilizam uma frota de máquinas CAT, 18 horas por dia, sete dias por semana. Entretanto, à superfície, desenvolve-se outra rotina. Uma rotina que é completamente familiar para as centenas de milhares de pessoas que utilizam a estrada principal entre Pretória e Joanesburgo na África do Sul. "Se tudo correr bem", afirma Peter Dietz, que recorre diariamente uma distância considerável desde a sua casa até ao trabalho, "estarei em Joanesburgo pelas nove; mesmo sendo uma distância reduzida, demorarei duas horas para recorrer menos de 50 Quilómetros. E se houver algum veículo avariado no caminho, posso demorar até quatro horas." É um problema de congestionamento importante que entristece e frustra os condutores e passageiros dos mais de 300.000 veículos que utilizam a estrada todos os dias. Se se tem em conta o dano que isto provoca à economia sul-africana, pode-se entender a razão porque o governo local encarregou uma nova e ambiciosa ligação ferroviária de alta velocidade, cujo objectivo é reduzir a congestão de tráfego até 20 por cento e que pretende ligar Joanesburgo e Pretória em menos de 40 minutos.
Bem-vindo ao excepcional Gautrain, um projecto do governo provincial de Gauteng. Um projecto concebido para reduzir o congestionamento de tráfego, reduzir o ruído e ajudar a melhorar a qualidade do ar nesta cidade em crescimento dando acesso aos seus cidadãos a um transporte público acessível, limpo e verde. O Gautrain estará formado por uma rede de dez estações que ligarão as duas maiores cidades, Joanesburgo e Pretória, assim como o aeroporto internacional da região. Prevêem-se mais de 100.000 passageiros diários, a velocidades de até 160 quilómetros por hora. E apesar de a rede requerer apenas 160 quilómetros de via, prevê-se que o custo do projecto seja aproximadamente de 2,2 mil milhões de euros. "Isto acontece porque atravessamos numerosas zonas construídas, o que significa que temos que fazer túneis ou construir viadutos", afirma Malcolm Robinson da Barloworld Equipment, o distribuidor local da Caterpillar.
Construção de uma linha férrea debaixo da cidade
"Obviamente, comprámos e demolimos alguns edifícios, mas não se pode demolir tudo", indica Malcolm Robinson. "Por este motivo, o governo provincial decidiu que a empresa à qual se adjudicasse o contrato para construir a linha férrea necessitaria construir um túnel pela secção sul. Solicitaram a Bombela um estudo sobre como se poderia minimizar o impacto ambiental em conjunto. Este assunto também se converteu em objecto da Avaliação de Impacto Ambiental (EIA), onde a Bombela descreveu como o iam fazer". A construção começou em finais de Setembro de 2006, e prevê-se abrir a primeira secção, entre o aeroporto e Joanesburgo, em 2010. A restante rede, incluída a secção a Pretória, deverá completar-se nove meses depois. Para cumprir este programa, mais de 300 operadores de máquinas encarregar-se-ão de um total de 45 obras usando quase 100 máquinas CAT, trabalhando até 18 horas por dia, sete dias por semana.
“Total equipment solution” recebe o contrato

"O pedido original da Bombela Civils Joint Venture era de apenas 33 máquinas. No entanto, também desejavam serviços de grande fiabilidade para manter as máquinas activas e em funcionamento", afirma Malcolm Robinson. "Com um prazo de entrega tão ajustado, era essencial que evitassem tempos de inactividade inesperados, e assim o indicaram no seu pedido para licitação. Por este motivo recompilamos um pacote de produtos e serviços que constituíam uma solução de equipamentos total", uma solução composta por quatro elementos chave:
1: Entrega praticamente imediata
Ao contrário de outros fabricantes de máquinas que necessitam pelo menos de um prazo de entrega de três meses para fornecer as unidades à África do Sul, o distribuidor local CAT, a Barloworld, conseguiu fornecer todas as máquinas necessárias de forma quase imediata, graças ao seu enorme inventário de máquinas de aluguer. "Temos mais de 400 máquinas na nossa frota de aluguer, incluídas as grandes como os Dumpers Articulados CAT 740", afirma Malcolm Robinson. "É uma decisão empresarial muito analisada que funciona bem para os nossos clientes e para nós mesmos. Em vez de encomendar uma nova máquina e esperar pelo cumprimento das especificações necessárias por parte da fábrica, e depois tê-la dois meses num cargueiro, proporcionamos a máquina de aluguer equivalente quase no mesmo dia do pedido do cliente. Quando chega a nova máquina, simplesmente a fornecemos e recolhemos a nossa unidade de aluguer".
2: Equipamento integrado
Outra razão pela qual a Bombela adjudicou o contrato à Barloworld foi a amplitude e a diversidade de equipamentos que esta oferece. Além das máquinas para movimentação de terras, a Barloworld também fornece geradores, compressores, torres de iluminação e máquinas de aluguer adicionais para satisfazer as máximas exigências. "Inclusivamente associamos a nossa licitação com a Avis, a empresa de aluguer automóvel, para satisfazer as necessidades de transporte dos clientes entre as obras", afirma Malcolm Robinson.
3: Formação
Os 300 operadores receberam uma formação in situ de um dia completo por parte de quatro instrutores a tempo inteiro da Barloworld. Nenhum outro fornecedor podia oferecer este nível de formação profissional. Além disso, todos os supervisores de obras da Bombela assistiram à Academia Barloworld, onde receberam uma formação teórica de três dias e prática de dois dias. Isto ajudou a garantir a preparação dos operadores e o cumprimento das melhores práticas nas obras.
4: Serviço e manutenção
"Como parte da nossa 'Total Equipment Solution', gerimos todo o serviço e manutenção de todo o equipamento CAT, de maneira que o cliente possa concentrar-se em completar o trabalho a tempo", afirma Malcolm Robinson. "Temos a maior organização de serviços de campo da África do Sul, apoiada por um dos centros de peças mais avançado do mundo. Isto garante uma disponibilidade de peças imediata de 97 por cento. Além disso, o S•O•SSM (Controlo de Desgaste Através de Análise de Óleo) aplica-se nas 45 obras. Recolhem-se e enviam-se até 600 amostras para que sejam analisadas no laboratório cada mês, e os resultados utilizam-se para planificar estratégias de manutenção preventiva.
Escavação do túnel

O troço de 15 quilómetros de via-férrea subterrânea escava-se através de técnicas de perfuração e explosão, juntamente com uma tuneladora especial. Toda a rocha escavada é extraída imediatamente até ao poço de levantamento, onde a CAT 345C a carrega numa enorme pá de 25 metros cúbicos. A rocha é transportada à superfície e depois à unidade de trituração, onde se utiliza na fabricação de cimento do projecto. "A CAT 345 nunca nos falhou", afirma Llewellyn High, engenheiro supervisor da Bombela. “Apesar de trabalharmos com ela até 18 horas por dia, sete dias por semana, nunca falhou. Tem mais de 5.000 horas no conta-horas e, apesar de se terem colocado três pás e incontáveis dentes, o seu trem de rodagem está como se fosse novo. Isto acontece porque nunca se moveu da base do poço".
ACERT™, melhor que os purificadores
Uma vez que grande parte do trabalho de construção se realiza em zonas residenciais densamente povoadas, o controlo de barro, emissões de escape e ruído de motores foi especialmente exigente para este projecto. O controlo de emissões foi ainda mais vital nas secções subterrâneas. "A Bombela solicitou no início que montássemos purificadores de escape em todas as máquinas CAT", afirma Schalk Kotze, director de pós-venda da Barloworld. "No entanto, depois de uns testes iniciais, apercebemo-nos que a tecnologia de motores ACERT da Caterpillar realmente ultrapassa em rendimento tais purificadores tornando desnecessária essa filtragem adicional". O projecto encontra-se agora no seu equador e está a cumprir o programa para abrir a tempo a ligação ferroviária. A cooperação e a atitude de resolução de problemas entre a Bombela e a Barloworld Equipment que se praticou a todos os níveis consolidou um verdadeiro espírito de equipa com um objectivo: "Completar o trabalho a tempo".
Publicado em: 18 SET 2009
GalleryGalleryGalleryGallery