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Escavando diamantes a 3.200 metros


Os trabalhos em Letšeng, a maior mina de diamantes do mundo, avançam 24 horas por dia. Nesta instalação, célebre em todo o planeta, continuam a obter-se pepitas de uma qualidade magnífica.
   
Para descobrir as origens do mundialmente famoso Lesotho Promise, uma pepita de 603 quilates de uma qualidade excepcional, aqueles que visitam a mina de diamantes Letšeng do Lesotho têm que recorrer estradas repletas de curvas pronunciadas a mais de 3.200 metros de altura para chegar ao seu destino. Uma vez alcançado, as vistas são majestosas: a ampla paisagem de cumes nevados que se vislumbra em todas as direcções atesta esta surpreendente descoberta geológica, encontrada em 1957. A mina, propriedade conjunta da Gem Diamonds (70%) e do Reino do Lesotho (30%), é uma instalação complexa na qual todo o trabalho de carga e transporte se realiza com equipamentos 100% Caterpillar, dirigidos pela empresa especializada Matekane Mining Investment Company (MMIC).
 
Tal como explica o subdirector geral responsável pela produção de Letšeng, John Houghton, é essencial que a frota de movimentação de terras prossiga o ritmo do programa da mina 24 horas por dia durante 365 dias por ano, apesar da constante ameaça do inclemente clima. "A neve, que pode cair em qualquer época do ano, pode provocar uma descida repentina das temperaturas, que chegam a alcançar os 15°C negativos. No entanto, isso não pode abrandar o trabalho da mina, que segue a todo o vapor ", comenta Houghton. O empresário e director-geral da MMIC no Lesotho, Sam Matekane, obteve o contracto mineiro da Letšeng em Outubro de 2007. Actualmente, a MMIC tem 200 empregados na instalação, que conta com a assistência dos 26 membros da equipa de manutenção técnica da Barloworld Equipment. (Barloworld Equipment é o distribuidor exclusivo da Caterpillar na África do Sul.) As capacidades técnicas da mina de diamantes de Letšeng foram melhoradas após o investimento realizado de 8 milhões de rand em novas instalações de oficina. Apesar das dificuldades que supõe a crise económica mundial, a Letšeng continua a ser uma das poucas minas em todo o mundo nas quais não diminuiu a produção. A mineração é um trabalho intenso que supõe a escavação e o transporte de cerca de 450.000 toneladas de kimberlite por mês e de outras 660.000 toneladas de rocha (basalto). A extracção é levada a cabo em dois lugares: no conduto principal e no conduto secundário. Ambos alcançaram uma profundidade de 120 m aproximadamente.
Calcula-se que as profundidades finais dos condutos secundário e principal são de 450 m e 550 m respectivamente e que a vida útil da mina, com os níveis actuais de produção, é de mais de 30 anos. A produção diária alcança aproximadamente 37.000 toneladas, das quais 22.000 toneladas são resíduos e o restante minerais; estes últimos processam-se através de uma das duas unidades de separação em meios densos.
 
"O índice de exploração do conduto secundário é aproximadamente 4:3:1 (ou 4,3 toneladas de basalto por cada tonelada de mineral)", acrescenta Houghton para dar um exemplo da importância de uma planificação e utilização eficazes da frota para a movimentação de terras. "Se temos em conta que em Letšeng costumam obter-se menos de 2 quilates por cada 100 toneladas, está claro que esperamos conseguir a eficácia máxima por parte de MMIC e dos nossos empreiteiros da unidade de processos para manter uns custos de trabalho mínimos".
Ao 740 da Cat assenta-lhe bem a altura

Actualmente, a mina de diamantes de Letšeng leva a cabo um programa standard de perfuração e explosão, que vem seguido de uma escavação e transporte por terra através de camiões. Para este transporte utilizam-se os dumpers articulados 740 Caterpillar da MMIC. A frota Caterpillar da MMIC está formada por dezoito Dumperes Articulados 740 (dos quais dezassete estão sempre em produção e um está de reserva). O Dumper Articulado 740 da Cat mais antigo em funcionamento tem já 30.000 horas de trabalho (cerca de cinco anos). Além de estas unidades, há duas Escavadoras Hidráulicas 385C e duas 365 da Cat; maquinaria de suporte em forma de duas lâminas dozer D6 e D8, respectivamente, e um Tractor de Rodas 824 da Cat; duas Motoniveladoras 140H; duas Carregadoras de rodas 980; duas escavadoras de rodas (um modelo 316 e outro 318), cada uma com martelos de rodas, e um 730 convertido num carregador de água. As lâminas dozer utilizam-se com as descargas de resíduos, para controlar os solos da mina e para o tratamento dos resíduos, onde a maior parte dos esforços se concentram na reabilitação, concretamente na eliminação e no empilhamento da camada superior do solo.
"O êxito da nossa relação com a MMIC depende de um trabalho próximo em equipa, para assegurar que se mantêm e ultrapassam os objectivos em relação à produção de Letšeng", explica o representante de vendas, Tom Ferreira, da agência Bloemfontein da Barloworld Equipment. Ferreira cobre a região do Lesotho e é responsável pela conta de Letšeng. Uma decisão na qual o director da MMIC, Ferreira Coetzee, diz que conta com o apoio de Sam Matekane para optar por uma frota composta na sua totalidade por equipamento Caterpillar para maximizar o serviço e a assistência pós-venda. "Tendo em conta as difíceis condições do subsolo, os dumpers articulados da Cat são mais adequados neste terreno que os dumpers rígidos, graças à sua capacidade de tracção em todas as rodas, sobretudo na época de fortes nevões de Outono e Inverno", explica Coetzee. "Enquanto as rampas de produção seguem em frente, podemos antecipar que a MMIC necessitará ampliar a sua frota de 740 em cerca de 30 unidades para prosseguir o ritmo da procura de Letšeng". A MMIC trabalha num sistema de três turnos e a distância média recorrida pelo camião é de 2,3 km. As avaliações para a melhoria da produtividade são contínuas e incluem a manutenção das pistas de carga e as condições do subsolo nos sítios de carga e despejo. Com dumpers Articulados 740 da Cat a cargo do transporte, toda a responsabilidade da carga é assumida pelas Escavadoras Hidráulicas 385 e 365 da Caterpillar. “As unidades 365 da Cat (que correspondem a 45% da frota de dumpers articulados) são utilizadas para carregar a kimberlite (uma mistura dos minerais do conduto principal e do secundário) e os 385 da Cat carregam o basalto", explica Coetzee. "O tamanho da lâmina dozer oscila entre os -750 mm para o basalto e os -450 mm para a kimberlite, com uma fragmentação entre 5 e 10% para os tamanhos demasiado grandes, que é onde as escavadoras de rodas Cat se utilizam para conseguir a redução final do tamanho. Evidentemente, o objectivo é minimizar a manipulação necessária para optimizar a eficiência". Como possível perspectiva de extracção, Coetzee afirma que a mina está a considerar o uso da metodologia "ripagem e carga”, depois de um profundo estudo de viabilidade realizado pela Barloworld Equipment juntamente com o centro de implementos da Caterpillar na Holanda. A kimberlite conta com um UCS relativamente baixo, por isso a ripagem e a carga (utilizando uma pá especializada com um riper escavador) poderiam, em algumas aplicações, contribuir para uma redução da necessidade de explosões em zonas específicas da mina. Entretanto, a procura do próximo Lesotho Promise e do seu famoso antecessor, o Lesotho Brown de 601 quilates (chamado assim pela sua cor), continua sem parar, aos que se unem os numerosos diamantes de Letšeng que hoje em dia exibem as personalidades mais famosas de todo o mundo. Houghton acrescenta: "Há mais de 100 condutos de kimberlite no Lesotho, mas só uns poucos dão diamantes. Letšeng provou ser o que tem mais êxito".

A MMIC obteve o contracto mineiro de Letšeng em Outubro de 2007 e trabalha com uma frota 100% Caterpillar 24 horas por dia, 365 dias por ano para cumprir com o intenso programa de produção.
Centenas de toneladas de equipamentos têm que descer aos poços de acesso. Na imagem vê-se o poço de acesso principal e o maior.

Perspectiva aérea dos condutos principal e secundário.
Publicado em: 01 OCT 2009
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