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Continua a luta contra a falsificação de máquinas


Em cima uma motosserra STIHL original em baixo uma motosserra falsificada

A Camorra, detrás de uma grande quantidade de produtos falsificados


Numa intervenção realizada na quinta-feira 20 de Maio de 2010, as forças de segurança de 7 países membros da União Europeia lançaram a maior actuação contra esta rede criminosa, uma vez que se suspeitava que detrás existia um gigantesco sistema de tráfico de produtos falsificados. Esta investigação está a ser realizada pelo Eurojust e pela Europol.

A Anti-Mafia Napolitana liderou a operação detendo 7 indivíduos e apreendendo 11 milhões de euros, dos quais 4 milhões pertenciam a contas bancárias e depósitos em cofres.

Simultaneamente, houve intervenções na República Checa, Alemanha, França, Suécia, Espanha e Reino Unido, onde se detectaram mais de 20 locais com sinais evidentes de falsificações.

Esta operação estava enquadrada dentro de uma investigação de dois anos. Antes desta actuação, foram presas 60 pessoas e apreendidas 800 toneladas de produtos falsificados, que representam um valor de 12 milhões de euros, durante a busca em 143 armazéns na Bélgica, França e Alemanha.

No decurso desta investigação, 20 membros da UE e 3 países externos, representantes das alfândegas, polícia e outras forças de segurança colaboraram através da Eurojust e da Europol.

Os produtos falsificados são principalmente geradores eléctricos, motosserras, martelos pneumáticos e vestuário. Estes produtos são produzidos na China e distribuídos em todo o mundo através do porto de Nápoles. Antes da venda destes produtos, os falsificadores colam as etiquetas das empresas conhecidas e, em seguida, são comercializados por vendedores ambulantes. Os produtos eléctricos não respeitam qualquer norma de segurança europeia representando uma grave ameaça para a saúde e segurança dos utilizadores.

Esta actividade ilegal tem altos lucros, por exemplo, um grupo de dois vendedores geram 250.000 € após 2-3 meses. O preço de um gerador eléctrico produzido na China é de cerca de 35 €, por isso o preço de venda pode ser de cerca de 400 € e o preço de um produto original pode ser de cerca de 1250 €.

Na análise desenvolvida pela Europol foi identificada a rede criminosa, o sofisticado modus operandi e o seu movimento de dinheiro. O centro das operações está nos arredores de Nápoles, com estreita relação com a Austrália, Islândia e Finlândia. Para estas investigações, a Europol contou com o apoio das actuações diárias realizadas na Itália, França e Alemanha.

Com base nos resultados anteriores, o Eurojust, em coordenação com as autoridades judiciais (responsáveis pela investigação do branqueamento de capitais), estabeleceu uma rede de perseguição promovida por uma estratégia comum. Sob a liderança de França e Itália, os membros do Eurojust também abriram vários inquéritos nacionais.

Além disso, reuniões técnicas das principais empresas afectadas pela falsificação, tais como Honda, Husqvarna, Stihl, Hitachi e Bosch, estabeleceram um grupo de trabalho e paralelamente, em conjunto com empresas de certificação (TÜV-SÜD e TÜV Rheinland) e a Interpol, também supuseram um importante apoio para as investigações.


Estes grandes lucros obtidos pela distribuição de máquinas falsas têm atraído a atenção de outras organizações ligadas à Camorra.

Rob Wainwright, Director da Europol e Aled Williams, Presidente do Eurojust, agradecem toda a cooperação internacional (forças de segurança nacionais, alfândegas e especialistas do sector) para a luta contra esta organização criminosa que ameaça a saúde e segurança dos cidadãos europeus.

Para mais informações sobre o flagelo das falsificações consulte o link: http://www.stihl.pt/aktuell/wichtige-informationen/falsificacao/default.htm
Publicado em: 02 JUN 2010
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