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Sector Florestal leva Portugal além fronteiras


Comunicado da ANEFA

“A importância do investimento privado e a modernização das empresas são o caminho para que o país possa ultrapassar a crise” foi esta a mensagem deixada pelo Presidente da República ao visitar mais uma unidade fabril de produção nacional de pasta de papel. O recado está dado, é necessária uma Gestão florestal mais integrada, um aumento na remuneração dos produtos florestais, e a criação de condições para que os empresários tenham capacidade de investimento, e vislumbrem a exportação como um ponto de excelência para Portugal.
 
E este é sem dúvida um papel que tem cabido ao Sector florestal nos últimos tempos. Responsável por cerca de 12% das exportações nacionais, a Floresta leva sem sombra de dúvidas Portugal além fronteiras. Num país em que a floresta representa 38% do território, temos a oportunidade única de gerar mais postos de trabalho, e de devolver às zonas rurais a população que outrora imigrou em busca de um futuro mais aliciante. O sector primário é assim talvez um dos poucos que combate em pé de igualdade, a desertificação e exclusão social, as alterações climáticas, e contribui para o reforço económico do país.
 
E em tempos de crise, não é afinal disto que necessitamos? Há que saber então tirar partido das potencialidades da floresta, recorrendo à primazia do uso das matérias-primas nacionais, favorecendo o desenvolvimento do sector primário e do seu contributo para a redução das necessidades de financiamento externo.

Não nos podemos esquecer por isso que Portugal tem duas das seis maiores produtoras de pasta de papel do Mundo, tendo a indústria o dever de olhar para os restantes agentes da fileira como parceiros nesta economia de milhões.
 
É de louvar o investimento de 2 mil milhões de euros que a indústria efectivou nos últimos dois anos em Portugal. Com produções anuais médias de pasta a rondar 1 milhão de toneladas, não é difícil projectar o valor negocial implícito à floresta, comprovada também pelo mais recente investimento nacional, de 450 milhões de euros na aquisição da maior máquina de produção de pasta de papel do mundo, e que se espera recuperado em cerca de três anos, se o mercado não sofrer grandes oscilações.
 
Recuando os mesmos 2 anos, e tomando como base que cada tonelada de pasta requer 3 de madeira, verifica-se que em 2008, os 45 euros pagos pela matéria-prima acompanhavam o preço da pasta, que na altura rondaria os 580€/ton.
Porém, em 2010, tem-se aferido um aumento exponencial do valor da pasta de papel, que está cotada agora acima dos 700€ a tonelada, mas que em constrangimento não se reflecte no preço pago pela madeira nacional (cerca de 39€/ton).
 
Assim, se temos já a técnica e o “know-how”, que venha agora um novo tempo de maior investimento na Floresta em si, com incentivos à arborização e ao uso da terra, colmatando a falta de capacidade de investimento de produtores e prestadores de serviços, que não têm acesso facilitado aos créditos bancários, e que sentem no ProDeR uma esperança “quase” perdida.
 

As condições estão criadas, basta valorizar a matéria-prima nacional, como meio de apoio e incentivo a florestação, criando oportunidades e conjunturas para o desenvolvimento e sustentabilidade do sector em todas as suas vertentes. Afinal…a “máquina” só funcionará se houver floresta e todos os agentes forem envolvidos.



Publicado em: 14 JUL 2010
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