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2009 foi o segundo melhor ano na história da Fendt


Apesar da profunda recessão económica que se vivia em todo o mundo, o ano económico 2009 foi o segundo melhor na história da Fendt. "Este resultado tão positivo só se pôde alcançar seguindo uma estrita disciplina na gestão de toda a empresa", afirmava Peter-Josef Paffen, porta-voz da direcção da Fendt, no decorrer da conferência de imprensa internacional celebrada a 1 de Setembro de 2010 em Wadenbrunn.

Agricultura e perspectivas
"O optimismo e a predisposição para investir dos nossos clientes do sector agrícola sobe e desce em função da evolução dos preços dos produtos básicos como o leite, a carne e os cereais. Nos dois últimos anos estes produtos experimentaram mudanças bruscas em todo o mundo. Devido à crise financeira e económica que ocorreu em todo o mundo, 2008, um ano de grandes subidas, viu-se seguido de uma drástica queda nos preços, que continuou até 2010. Actualmente os preços voltam a subir a um nível relativamente razoável. Podemos supor, portanto, que isto também motivará um novo aumento do optimismo e a predisposição para investir dos agricultores profissionais. No entanto, é muito provável que os agricultores tenham extraído as suas próprias conclusões das experiências vividas com as oscilações dos preços, pelo que serão muito precavidos e pensarão cuidadosamente antes de realizar um investimento para ampliar os seus equipamentos", comenta Paffen para descrever a situação actual.
Independentemente destas oscilações a curto prazo, as perspectivas a longo prazo do sector agrícola e da indústria da técnica agrícola são totalmente positivas. A procura de alimentos de alta qualidade e a bioenergia regenerativa de baixo impacto climático seguirão avançando. E esta é também a tendência que seguirá a evolução da procura da técnica agrícola moderna e potente.
"Desta forma, parece lógico, mas pensando na evolução actual do mercado não evidente, que o nosso presidente, Martin Richenhagen desse o tiro de partida em finais de Junho para a continuação dos grandes investimentos na ampliação de capacidades das unidades de Marktoberdorf e Asbach-Bäumenheim. E isto supôs um trabalho muito gratificante e, ao mesmo tempo, um desafio para nós. Os planos finalizaram. Actualmente todas as licitações já passaram à adjudicação de pedidos para os diferentes sectores de construção. As escavadoras deitarão mãos à obra de novo ainda este ano. E calcula-se que em dois anos possam estar terminadas as novas instalações em Marktoberdorf e Asbach-Bäumenheim", afirmava Paffen.
"A paragem intermédia foi a princípio dolorosa para nós. No entanto, visto da perspectiva actual, a pausa do projecto global foi muito útil. Porque o nosso novo director de produção, Hubertus Köhne, aproveitou o tempo para reelaborar com a sua equipa todo o conceito de pavilhões e funcionamento para a montagem final, tendo também como pano de fundo as grandes oscilações no mercado que se esperavam para o futuro. Em vez de uma linha de montagem clássica agora há um sistema com veículos de transporte controlados por laser. Deste modo, no futuro ofereceremos uma flexibilidade significativamente maior na produção e poderemos adaptar-nos melhor e de forma mais rápida às condições do mercado", explicava Paffen.


Peter-Josef Paffen, porta-voz da direcção da Fendt

Vendas de tractores em 2009
No ano 2009 a Fendt conseguiu vender um total de 13.647 tractores. Isto supõe 11,5% ou 1.781 unidades menos que no ano do auge, 2008. Isto significa que a Fendt também não podia escapar à recessão económica que se estava a viver em toda a Europa, mas também é verdade que se destacava mais que o resto do sector, onde se sofreu uma queda de cerca de 20%.
"Como quase todos os mercados permaneceram em níveis muito baixos a finais de 2009 e princípios de 2010 e também não mostravam indícios claros de recuperação, tomamos a decisão de começar o ano 2010 com cautela e reserva. Ao eliminar as horas extras, aumentar as férias e aproveitar as oportunidades que oferece a redução da jornada laboral durante os meses de Janeiro e Fevereiro, a produção começou a arrancar de forma tímida no primeiro trimestre. Entre os meses de Abril e Julho fabricamos quase a nível normal e para os últimos meses do ano (de Setembro a Dezembro) esperamos um novo crescimento. Nestes momentos, os números de vendas previstas para o ano são de 12.500 unidades."

Técnica de colheita Fendt. Uma estratégia de grupo implantada de forma consequente.
Para a técnica de colheita Fendt, 2010 será um ano destacado. A Fendt implantará a estratégia do grupo neste sector. O objectivo é conseguir uma posição adequada no mercado com grandes máquinas de colheita para a Fendt e AGCO em todos os mercados importantes. "Estamos a avançar no mercado passo a passo. Basta ver o aumento nas quotas de mercado que estamos a experimentar na Europa", expunha Paffen.

O programa de técnica de colheita Fendt
A nova ceifeira híbrida de alta potência 9470X, com 496 CV, já está preparada para a produção em série e estará disponível para a campanha de colheita 2010/2011. Desta forma, a oferta de ceifeiras com agitadores e rotativas de 200 CV a 500 CV fica totalmente completa na Fendt, e está concebida para todas as regiões e classes de potência. "Também conseguimos alcançar grandes avanços no âmbito da comercialização. Por exemplo, o nosso importador polaco Korbanek concentrar-se-á a partir de 2010 totalmente na oferta AGCO. Estamos especialmente orgulhosos da apresentação mundial da nossa ensiladora automotriz Fendt, pois com ela conseguimos o objectivo de oferecer aos nossos clientes e sócios todas as máquinas principais de um único fornecedor. Recomendar-nos-emos como o melhor sócio no âmbito da técnica agrícola."

Nova ensiladora automotriz Fendt Katana

Soluções inteligentes para a indústria, a estrada e o meio ambiente (ISU)
A técnica, a potência e a rentabilidade convencem cada vez mais empresários construtores de que o uso dos grandes tractores Vario pode conseguir grandes resultados na área da engenharia de estradas. A Fendt também assenta novas bases com a sua aparição na BAUMA de Munique e com uma iniciativa da secção comercial da Fendt no âmbito ISU. "Acreditamos que este ano teremos um potencial de crescimento ainda maior em toda a Europa", afirmava Paffen.

Número de vendas das máquinas Fendt

O ano 2009 foi o primeiro ano completo com a nova estrutura empresarial da AGCO e a central europeia AIG em Neuhasen, Suíça. Por esta razão a Fendt acredita que os números de vendas correspondentes às máquinas Fendt se consolidarão ainda mais no futuro. O valor encontra-se ligeiramente por baixo dos dados sobre números de vendas que havia até à data, pois as áreas correspondentes às peças de substituição, a transmissão contínua para outras marcas AGCO e o número de vendas do Challenger na Alemanha não se mantiveram neste valor. No ano 2009 o número de ventas diminuiu aproximadamente 12%, pelo que passou a 1,63 mil milhões de euros. "Dada a debilidade constante que se experimentou em importantes mercados da Europa até Julho de 2010 podemos contar com um novo retrocesso da cifra de vendas de entre cinco e dez por cento."

Investigação e Desenvolvimento
O orçamento para desenvolvimentos, que foi aumentado de forma contínua nos últimos anos, demonstra que, apesar da debilidade que mostram os mercados europeus na actualidade, a AGCO continua a realizar fortes investimentos no desenvolvimento de novos produtos na Fendt. Para 2010 prevê-se um investimento de 50 milhões de euros, que irão parar na sua maior parte ao projecto da ensiladora automotriz e a novos projectos de tractores. A transformação técnica para manter as normas de gases de escape do futuro, inclusivamente nos anos vindouros, também irá requerer uma proporção muito considerável do orçamento global dos próximos anos.


Investimentos
Nos grandes investimentos nas instalações alemãs da AGCO também se demonstra claramente a forma na qual o grupo AGCO prepara a sua principal marca Fendt para o crescimento do futuro. Não foi em vão que nos últimos anos se investiram uma média de 60 milhões de euros na renovação e ampliação de capacidades. E, até que as unidades de produção estejam terminadas nos próximos dois anos, 2011 e 2012, este volume será semelhante. "Uma vez finalizado o projecto Fendt ahead² disporemos da rede de tractores mais moderna, eficaz e flexível de todo o sector. Todos os trabalhadores da AGCO/Fendt apoiam de forma activa o grande investimento de aproximadamente 172 milhões de euros graças ao acordo colectivo complementar", declarava Paffen.

Emprego
No âmbito do emprego ocorreram poucas modificações. Em Dezembro de 2009 a Fendt contava com um total de 3.381 trabalhadores e trabalhadoras com contrato fixo. Isto representa mais 60% que no ano anterior e 25% mais que em finais de Junho de 2010. A adaptação aos números de produção mais baixos realizou-se contratando trabalhadores a tempo parcial e reduzindo as horas extras.

Análise geral de 2009
"Apesar da profunda recessão económica que se vivia em todo o mundo, o ano económico 2009 foi o segundo melhor na história da empresa. Este resultado tão positivo apenas se pôde conseguir seguindo uma estrita disciplina na gestão de toda a empresa", resumia Paffen ao falar do ano económico anterior.

O mercado dos tractores na Alemanha a partir de 51 cv
O mercado dos tractores na Alemanha retrocedeu 7,6% no ano 2009, o que deixou o número de matrículas novas em 25.227. "Referimo-nos ao mercado de mais de 52 cv, visto que é aqui onde realmente começa o mercado dos tractores. A nossa carteira de produtos começa com o 207 Vario com 70 cv”, afirmava Paffen. Para o ano 2010 a Fendt espera ter outro novo retrocesso das matrículas, que oscilará entre 10% e 15% e deixará o número de matrículas em menos de 22.000 unidades.

Alemanha: ampliação de quotas de mercado
"Em tempos de mercados em recessão a luta por conseguir vender mais ou por alcançar uma quota de mercado maior torna-se logicamente mais dura. Andreas Loewel, director da AGCO Deutschland GmbH e responsável do mercado alemão, juntamente com a sua equipa, conseguiu aumentar em 0,4% a quota de mercado da Fendt de 2009, o que correspondeu a um valor total de 20,1%. E isto converteu-nos em líderes do mercado alemão no sector a partir de 51 cv", constatou Paffen.

"Quanto maior for a potência do motor, maior será também a nossa quota de mercado. Por exemplo, no segmento de mais de 200 cv alcançamos uma quota de mercado de 34,3%. Tal como ocorreu em 2008, no ano 2009 o 820 Vario, com 200 cv, foi o tractor que mais se matriculou na Alemanha, com um total de 925 vendidas. Seguido pelo 312 Vario, com 583 unidades."
No primeiro semestre de 2010 o mercado alemão apresentou números negativos de 23,7%, o que representava uma recessão relativamente forte. "Até finais de ano esperamos alcançar uma melhoria que, no entanto, manterá uns números negativos de 10% a 15%. Queremos aumentar o número de unidades vendidas relativamente ao ano passado e avançar na nossa quota de mercado.

Fendt nos mercados de exportação
A quota de exportação situa-se actualmente em aproximadamente 60% e continua a mostrar uma tendência ascendente. No ano 2009 a Fendt forneceu 95% dos tractores, o que corresponde a 12.901 unidades, através de importadores e concessionários Fendt, e estes tractores chegaram a clientes da Europa central e ocidental. Fora desta região venderam-se 746 tractores Fendt, por exemplo, na América do Norte, Austrália, Ásia e Europa oriental. No ano 2009, e depois de uma fase de ascensão de vários anos, o mercado global da Europa central e ocidental mostrou uma recessão relativamente forte que deixou o número final em 174.000 unidades. Isto representa 16% menos que no ano anterior. Segundo as análises actuais do sector, o mercado voltará a retroceder até finais de 2010 em cerca de 16%, pelo que o valor total será inferior a 150.000 unidades. A quota de mercado da Fendt aumentou no ano 2009 a 7,2% e prevê-se que no ano 2010 alcance mais de 8%. "Assim estaremos mais próximo do nosso objectivo de longo prazo, que é fazer com que a Fendt alcance uma quota de mercado de 10% na Europa central e ocidental", afirmava Paffen.

Gama 200 Vario que muito tem contribuído para o crescimento das vendas

Evolução do mercado na Europa ocidental e central
A França é o mercado do sector de tractores mais importante de toda a Europa. Em 2009 ocorreu neste país um retrocesso do mercado de 10%, e no primeiro semestre de 2010 os números de matriculação diminuíram mais de 30%. "Partimos do facto de que também se atingiu o ponto mais baixo em França, pelo que no segundo semestre começará o crescimento. Porque os preços do trigo aumentam e isto tem um significado muito especial para um país agrícola como a França", explicava Paffen.
O mercado italiano de tractores retrocedeu 18%. A Fendt cresceu sobretudo devido às vendas do novo 200 Vario e às quotas de mercado.
Em Espanha o mercado retrocedeu cerca de 15%. Mas a Fendt está a aumentar a quota de mercado. Em Portugal, num mercado em queda, a Fendt cresceu uns espectaculares 40%.
A Áustria vive uma situação mais favorável para a Fendt. O mercado retrocedeu 8%, mas a Fendt aumentou as suas matriculações em 20%. A excelente aceitação da nova série 200 Vario também tem as suas repercussões positivas neste caso.
Ainda melhor é a evolução ocorrida na Suíça. O mercado retrocedeu cerca de três por cento, mas a Fendt aumentou as suas matriculações em 25%. O impulso também se produziu graças à nova série 200 Vario.
No Luxemburgo a Fendt é destacadamente o líder de mercado.
Na Holanda e Bélgica o ano 2010 começou com certa debilidade. "Podemos esperar que no segundo semestre ocorra um impulso maior."
Na Suécia e Finlândia observa-se ainda uma tendência recessiva, enquanto na Noruega se observam tendências ascendentes. A Fendt continuará a aumentar a sua posição no mercado.
A região da Europa central é a primeira região com indícios claros de recuperação depois da crise económica e financeira.

"Nos países da CEI (Comunidade de Estados Independentes) ainda não se observa demasiado movimento. As explorações continuam a ter dificuldades para receber um financiamento adequado para implantar uma tecnologia agrícola ocidental. No entanto, observaram-se potenciais excelentes na Ucrânia. Por isso continuamos a trabalhar de forma intensa na consolidação e ampliação das vendas da Fendt nos países da CEI", explicava Paffen.
Resumindo, Paffen constatou que os mercados do sector agrícola da Europa se encontram ainda num nível relativamente baixo. Se os preços dos produtos agrícolas permanecem a longo prazo num nível razoável, a Fendt vê oportunidades para uma melhoria no optimismo e na disponibilidade para o investimento entre os agricultores e os prestadores de serviços.

Publicado em: 07 SET 2010
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